Entrevista com Chloe Gottlieb da R/GA
Por Eduardo Loureiro em 05/12/2011

Aguarde por novos conteúdos exclusivos da nossa colaboradora Melina Alves e acompanhe também as novidades no Blog dela e no WebInsider.
A cabeça tecnológica do Mangue Beat no IxDSA11
Por Eduardo Loureiro em 21/11/2011
Abaixo está reproduzida mais uma entrevista, que a Melina Alves (Webinsider) fez com um grande e importante palestrante nacional do IxDSA11, o designer e ativista digital Mabuse.
Além de ser o Gerente de Design do C.E.S.A.R, Mabuse foi um dos fundadores e principais membros do movimento contracultural Mangue Beat, originado em Recife, no começo dos anos 90. Ele ficou conhecido por ser a “cabeça tecnológica” do movimento, propagando conceitos como os da licença Creative Commons, até então desconhecida pela industrial cultural. Foi ele o designer dos primeiros discos dos artistas do movimento, como o Afrociberdelia da Chico Science & Nação Zumbi. Mabuse também é fundador do coletivo Re:combo.
Em 2010 tive a felicidade de participar do festival Coquetel Molotov em Recife, onde tive o prazer de conhecer pessoalmente o Mabuse, por meio um amigo, outro grande designer de Recife, Rodrigo Medeiros. Foi ai que quando começamos os primeiros encontros de organização do IxDSA11 em janeiro desse ano, me ocorreu a ideia do Mabuse participar disso. Toda a equipe aceitou a sugestão, e o convite foi feito e prontamente aceito por ele.
Para mim é uma grande alegria ter uma figura como o Mabuse participando de um evento sul-americano de Design de Interação, e mais que isso, é extremamente importante a presença de alguém com um background tão rico em contracultura, arte digital, música e conceitos alternativos ao que imperam no mainstream/status quo.
Se você, assim como eu, já se sentiu incomodado com os eventos relacionados ao mercado do Brasil, que apresentam mais do mesmo, cheios de palestras que não acrescentam em nada e principalmente não despertam as pessoas para novas perspectivas e a pensar fora da caixa, a presença do Mabuse será uma resposta a isso.
Interaction Design com muita música e arte
16 de novembro de 2011, 15:43
Especialista fala sobre a música como ferramenta para melhorar as experiências do usuário, sobre empreendedorismo e os cenários fonográficos no Brasil.
Por Melina Alves
Entrevistamos H.D Mabuse, palestrante do IxDSA11 e uma das primeiras personalidades a trazer e a reforçar o conceito de Creative Commons para o Brasil, além de ser um dos principais expoentes da cultura coletiva no país, desde o movimento musical do Re:combo.
H.D. Mabuse nos respondeu com toda sua genialidade, seis questões envolvendo temas como a participação das regiões Norte e Nordeste no desenvolvimento tecnológico do Brasil, a influência da música como ferramenta da experiência do usuário, sua opinião sobre o cenário fonográfico brasileiro e como o Interaction Designer está envolvido em todos estes processos de inovação, inclusive se a opção é criar projetos independentes: uma excelente dica por quem entende do assunto.
- Você sempre esteve envolvido no cenário da música, cultura, arte e tecnologia. Como acredita que o exercício do Design de Interação pode favorecer o amadurecimento desta cadeia?
Mabuse: - Gostaria de dividir essa pergunta em duas respostas.
Por um lado temos a indústria do entretenimento (música, cinema, games, etc.). Nela a situação atual é a seguinte: no meio que nasce digital, como o game, já é inerente a preocupação com a experiência do usuário. Vemos mudanças ocorridas nas indústrias “tradicionais” do entretenimento nas quais cada vez mais se vende não uma mídia física que serve de suporte para um produto cultural, mas sim uma experiência para o consumidor.
Na música isso é muito mais claro. Se existe uma única certeza no nebuloso futuro da indústria da música é o aprimoramento da experiência do ouvinte, seja por meio de performances cada vez mais hi-tech em shows ou por edições cada vez mais luxuosas de discos de vinil (tecnologia com quase 100 anos e que sempre ofereceu uma experiência mais rica em relação ao CD). Com o cinema é a mesma coisa, o Netflix está aí para mostrar como a interação na facilidade de acesso ao filme pode modificar toda uma cadeia de distribuição. O importante é notar: após a digitalização do conteúdo de mídia, as oportunidades para o design de interação são grandes.
Por outro lado temos novos paradigmas na produção artística, uma arte que extrapola o gesto formal a partir da produção do código-fonte (roubando um pouco do gesto da produção literária) e que tem apresentado com uma de suas principais questões a relação com o outro. Nesse contexto a produção artística contemporânea que envolve tecnologias pode ser encarada além do objetivo de expressão artística pessoal, mas também como um laboratório para o design de interações inovadoras.
Vários institutos de inovação consideram residências de artistas como parte de seu programa anual (tendo inclusive o termo aRt&D de Arte e Desenvolvimento, na sigla inglesa, sido usado no lugar do tradicional R&D – Pesquisa e Desenvolvimento).
Um dos casos mais recentes nesse sentido foi o Prix Ars Electronica Collide @ CERN. Residência conjunta do Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire – lar do o maior acelerador de partículas do mundo, o LHC (Large Hadrons Collider, com 27km de circunferência) na Suíça – e o Ars Electronica – um dos maiores festivais mundiais de arte e tecnologia que tem seu prêmio anual desde 1987. O objetivo do residência conjunta é “levar a criatividade digital para novas dimensões ao colidir as mentes dos cientistas com a imaginação dos artistas”.
- Você também acredita que a distância de Pernambuco, especialmente Recife, dos pólos econômicos do Sudeste do pais pode ter favorecido o desenvolvimento tecnológico da região? Como esse reconhecimento é percebido pelas empresas (Pernambuco e outros estados)?
- É inevitável lembrar dos versos do Mundo Livre S/A: “Não espere nada do centro / se a periferia está morta / o que era velho no norte / se torna novo no sul”. Antes de ser conhecido como pólo de inovação em software o Recife tinha uma história relacionada à computação desde 1962. Com a década de 90 veio a excelência no Centro de Informática da UFPE (o primeiro curso a ensinar Java na América Latina, e ter uma cadeira sobre Games na graduação).
- Da Coletividade Musical do Re:combo para a Música Coletiva em tempo real, o que mudou de lá para cá e o que você acha que está por vir no cenário de cultura musical e tecnologia? Um rápido panorama.
- Acredito que para pensar a música precisamos entender de onde vem as mudanças presenciadas hoje. A digitalização do conteúdo sonoro ainda com o advento do CD foi o passo inicial de uma revolução de hábitos sem precedentes na indústria cultural (com impactos que vão da facilidade de produção musical caseira até a pirataria).
Experiências como o Re:combo forçaram caminhos para a produção colaborativa de música, com a intenção de uma discussão aberta sobre como se estruturaria esse novo mercado.
Os anos se passaram e o Re:combo acabou no dia 05 de fevereiro de 2008 (sábado de carnaval) por acreditarmos: o que tratávamos como questão principal do nosso trabalho (a criação colaborativa e reflexão sobre autoria) tinha se distribuído de forma adequada em iniciativas e práticas espalhadas pelas redes. A possibilidade de produção coletiva e colaborativa aparenta estar bem aceita na sociedade.
Mas desse período uma questão ainda ficou sem resposta: qual a forma de remuneração viável para o músico nesse novo momento histórico, numa realidade de autoria coletiva e com um fim próximo do suporte físico?
Além da construção de experiências para o ouvinte – citado anteriormente – poucas são as pistas desses novos caminhos. Hoje cada grupo encontra seu formato de trabalhar nesse novo cenário. Talvez seja isso que tenha que acontecer: o modelo do Tecnobrega do Pará provavelmente só sirva para o contexto de lá, em outros casos as saídas podem servir apenas para uma banda específica. Enquanto isso a indústria fonográfica se transmuta numa indústria de entretenimento mais ampla. Ainda vai rolar muita água embaixo da ponte.
- Assisti alguns trechos do documentário “Ensolarado Bytes” e não pude deixar de falar sobre sua influência no Creative Commons brasileiro. Por favor, pode explicar para gente qual a principal mudança da legislação para os padrões brasileiros?
- A legislação brasileira de direito autoral tem boas qualidades, segue a linha da legislação francesa e teve na chegada do Creative Commons uma ferramenta que, por utilizar o formato de licença, torna menos burocrática a gestão da propriedade intelectual, principalmente no caso da intenção de dar liberdades específicas ao outro.
Nós tínhamos a oportunidade de deixar ainda mais avançada nossa legislação, por meio da consulta pública realizada no ano de 2010 para revisão da Lei de Direito Autoral (LDA), tornando mais aberto o acesso à propriedade intelectual em casos como a produção de material com fins educacionais. Infelizmente não houve uma continuidade nos objetivos do Ministério da Cultura no atual governo e essa revisão parece correr em banho-maria.
- A cultura do Design de Interação é de incentivo ao empreendedorismo e à produção de projetos experimentais. Acredito que você tem bastante envolvimento neste tipo de negócio (ou participando ou com incentivos). Qual sua recomendação aos interessados em iniciar uma produção independente, seja qual for o universo da interação?
- Antes de tudo pense no outro. Entenda necessidades que você pode atender com honestidade (já dizia Dieter Rams: o bom design é honesto). Ao mesmo tempo não pense por meio de modelos de startups badaladas ou seguindo cartilhas de empresas que deram certo num contexto diverso do nosso. Olhe ao seu redor e faça uso da ética punk do Faça-Você-Mesmo e da colaboração coletiva.
- Gostaria de encerrar essa entrevista com uma frase que você disse. Acredito que tenha tudo a ver com os princípios do IxDA: “a liberdade do outro amplia a minha ao infinito”. Esse é um forte tema de inspiração para o Design Challenge.
- É interessante você fazer essa citação à Bakunin, pensador anarquista russo do século XIX. Uma referência dessas em um evento como o Interaction South America representa uma mudança já desejada e defendida há muito tempo por designers como Viktor Papanek que viam na profissão um instrumento de mudança social e não apenas um meio para criação de belos bens de consumo. O espírito tem que ser esse mesmo: já temos muitas cadeiras e luminárias no mundo, precisamos agora trabalhar para causar um impacto social positivo, com todos os recursos que pudermos dispor.
- Agradeço mais uma vez o convite do IXDA e a gentil oportunidade dessa entrevista, obrigado.
- Eu que agradeço a você!
E para ouvir de perto o que H.D Mabuse tem a nos dizer, é só se inscrever no IxDSA11, que acontece nos dias 1, 2, 3 e 4 de dezembro em Belo Horizonte.
Esta será sem dúvidas, uma boa chance de estar mais próximo de quem realmente faz grandes mudanças no cenário artístico e inovador do país. Quer ver a prova? Eles recentemente incluíram na programação a visita ao museu do Inhotim: uma verdadeira experiência incrível.
Fonte: http://webinsider.uol.com.br/2011/11/16/interaction-design-com-muita-musica-e-arte/
Coquetel de encerramento e passeio turístico em Inhotim
Por geovanerodrigues em 19/11/2011
Estão abertas as compras de ingressos para a participação nas duas atividades que acontecerão após o Interaction South America 2011. O Coquetel de Encerramento que será realizado na choperia Juscelino Deck Beer no dia 03/12 de 22 às 02h e o passeio turístico para o Instituto de Arte Contemporânea e Jardim Botânico de Inhotim que será realizado no dia 04/12 de 09 às 18h.
Para conhecer um pouco mais sobre as atividades leia este post em nosso blog: http://www.interaction-southamerica.org/2011/blog/o-que-acontece-depois-do-ixdsa11/
Coquetel de Encerramento
O que está incluso:
- Pizzas Diversas: á moda, calabresa, frango catupiry, frango a bolonhesa e palmito a bolonhesa;
- Petiscos: bolinho de bacalhau, bolinho de queijo, bolinho de mandioca, filé ao molho gorgonzola, linguiça de lombo acebolado, linguiça de vitela ao molho de mostarda, agrelete de frango ao molho chutiney de manga e peixe a dorê ao molho tártaro;
- Estação das massas: 4 opções de molho;
- Crepes doces e salgados;
- Bebidas: Água, Refrigerante, Chopp e Caips (morango, uva, limão, maracujá, abacaxi).
Local: Juscelino Deck Beer
Horário: 22 às 02h
Preço: R$ 90,00
Acesse: www.juscelinochoperia.com.br
Passeio turístico para o Instituto de Arte Contemporânea e Jardim Botânico de Inhotim
O que está incluso:
- Transporte em micro ou ônibus com ar condicionado;
- Seguro ecotrip;
- Taxa de visitação do Inhotim;
- Guia bilíngue credenciado pela Embratur;
Local: Inhotim – Brumadinho/MG
Horário: Saída em frente ao Hotel BH Plaza às 09h e retorno a Belo Horizonte às 18h
Preço: R$ 85,00
Acesse: www.inhotim.org.br
Esperamos a participação do maior número possível de pessoas afinal de contas, depois de muito trabalho e aprendizado as duas atividades serão o momento adequado para que todos possam aproveitar para descontrair e fazer o network.
Fiquem atentos, pois as vendas de ingressos para as duas atividades acontecerão somente até a sexta-feira dia 02/12 pois ambas as empresas realizadoras precisam receber a confirmação da quantidade de participantes. Não deixe para a última hora.
Para fazer a compra do seu ingresso acesse: www.interaction-southamerica.org/2011/inscricao/
Entrevista com Robson Santos
Por Eduardo Loureiro em 17/11/2011
Robson Santos será um dos ilustres palestrantes nacionais do IxDSA11. O primeiro doutor em design da america latina tem uma característica muito interessante, especialmente para o contexto brasileiro de Design de Interação. Ele transita muito bem entre o mundo acadêmico e o mercado mostrando que é sim possível ser professor, profissional com grande embasamento teórico e pesquisador com o feeling do que se passa no mercado.
Pesquisador de usabilidade e tendências em experiência do usuário
Bacharel em Desenho Industrial pela Uerj/Esdi, Mestre e Doutor em Design pela PUC-Rio. Com diversos estudos e artigos publicados ao longo de mais de 10 anos de pesquisa e docência, tem participado de projetos profissionais de usabilidade e arquitetura de informação, atendendo a clientes nacionais e internacionais. Atualmente é Especialista em usabilidade e experiência do cliente no Itaú Unibanco, tendo passado pela Try Consultoria e Pesquisa. Anteriormente trabalhou como pesquisador sênior no Instituto Nokia de Tecnologia (Manaus).
IxDSA11: Como o design entrou na sua vida?
Robson: Já em criança eu vivia inventando coisas, fazendo brinquedos com caixas de fósforos, lata de óleo e tudo mais que aparecesse na frente. Quando descobri que havia uma profissão e um curso (por volta de 1989) fiquei super feliz.
Pra mim, o mais perto do que eu sonhava em fazer era a publicidade, mas o design caiu como uma luva. Então fui cursar a Escola Superior de Desenho Industrial – Esdi, concluindo o curso em 1995. Depois fiz mestrado e doutorado em Design na PUc-Rio e o resto é história.
IxDSA11: Como o design está presente em sua vida hoje?
Robson: Nunca deixei de me considerar designer, mesmo tendo enveredado pela ergonomia, usabilidade, interação humano-computador, meu foco sempre foi pensar soluções que sejam tanto elegantes quanto funcionais.
Atualmente trabalho nas fases de pensamento de problemas de design, para entender contexto e repertório para criar soluções.
IxDSA11: Como você se sente tendo sido o primeiro doutor em design da america latina? O que te motivou a fazer o doutorado e que resultados ele trouxe para a sua vida profissional?
Robson: Isso foi algo engraçado, porque eu não tinha essa intenção, mas um belo dia vi que a tese estava pronta para ser apresentada e defendida perante a banca examinadora. Então um colega da PUC-Rio disse que eu seria o primeiro, só então me dei conta que eu seria o primeiro doutorando que estava na primeira turma do primeiro de design da região. Claro que me trouxe imensa satisfação e é algo do que me orgulho imensamente, principalmente por ter tido uma infância e adolescência de poucos recursos, em um país onde educação ainda não é a prioridade.
Minha motivação veio de uma curiosidade interna, de ter percebido uma oportunidade única e ter tido a coragem de abraçá-la. Devo imensamente a diversas pessoas que estiveram ao meu lado durante o processo todo, principalmente minha orientadora, Dra Anamaria de Moraes.
Profissionalmente foi interessante poder associar metodologia de pesquisa à agilidade do mercado. Este é um aspecto que considero ser um diferencial na minha postura. Amo dar aulas, trocar conhecimentos em sala de aula, mas não consigo (ainda) viver longe de atender necessidades urgentes.
Talvez eu destaque o convite que recebi para integrar a equipe do Instituto Nokia de Tecnologia, em 2008, como o ponto de maior descolamento do viés puramente acadêmico. Antes eu já prestava consultorias, mas ainda não havia sido convidado por empresa privada pelo fato de ter doutorado na área.
Recentemente, algo similar aconteceu com o convite para integrar a equipe do Itau Unibanco, onde consigo atuar com pesquisa direcionada totalmente à resolução de problemas de natureza extrema muitas vezes.
Eu diria que esses fatos ocorreram menos por ter sido o primeiro a obter o título de doutor em design, porém mais pelo fato de eu ter um determinado perfil e postura profissional.
IxDSA11: Quem foi a sua grande referência? E quais são suas grandes referências teóricas?
Robson: Bruno Munari, Gui Bonsiepe, Lobach, Rafael Cardoso Denis, são alguns dos diversos autores que considero importante para entender o design, sua história e evolução. No que se refere a digital, tive três referências teóricas ainda no final da graduação: os livros A guide to usability; usability now! (David Bennion), Designing the user interface; strategies for effective human-computer interaction (Ben Shneiderman) e Principles and guidelines in softwares user interface design (Deborah Mayhew). Ainda hoje esses livros são importantes.
Minhas outras referências incluem Jakob Nielsen, Peter Morville, Louis Rosenfeld, Jenny Preece, Dominique Scapin, que são autores que utilizo há alguns anos e, devido ao caráter geral de seus textos, ainda devem ser considerados. Claro que amo livro do Luke Wroblewski e de outros autores que, a partir daquelas guias gerais, trabalham agora as aspectos específicos do design de tela e de interação.
IxDSA11: O que você gostaria de ter projetado e porque?
Robson: Gostaria de ter prjetado as interfaces dos celulares da Nokia dos anos 90. Eram interfaces simples, focadas na usabilidade e foram um fator importante para dar impulso inicial aos projetos de design de interação.
IxDSA11: O que mais te interessa nas teorias e práticas que perpassam o Design de Interação?
Robson: Me interesasa o foco no ser humano. Isto é presente em disciplinas como comunicação e sociologia, bases do design de interação.
IxDSA11: Você tem uma visão bastante interessante da área, como você mesmo fala, a interação pessoa-pessoa. Para você a tecnologia não deve ser determinante para o Design de Interação? Explique um pouco esse ponto de vista.
Robson: A tecnologia é componente fundamental para o design de interação, principalmente a tecnologia digital. No entanto, ela deve ser a ferramenta para criar meios de contato entre as pessoas e atender suas necessidades ou resolver problemas do cotidiano.
IxDSA11: Qual a sua opinião sobre associações profissionais com o IxDA e suas realizações como o Interaction?
Robson: Associações profissionais são muito importantes para ajudar a definir o campo e a forma de atuação dos designers de interação. Pelo fato de ser uma área nova, existe ainda a responsabilidade de estabelecer o perfil do profissional.
IxdSA11: Qual conselho você daria tanto para quem está começando quanto para os profissionais mais experientes que querem continuar evoluindo?
Robson: Basicamente três pontos:
- Estudar e manter-se atualizado
- Trabalhar muito
- Criar a e manter uma boa rede de relacionamentos
É isso, agora é esperar pela palestra do Robson no IxDSA11.
Entrevista com Gustavo Moura
Por Eduardo Loureiro em 10/11/2011
Gustavo Moura é UX Designer do Google Brasil e um dos ilustres palestrantes brasileiros que teremos no IxDSA11.
Abaixo está reproduzida a entrevista que o Webinsider, por meio de sua colaboradora Melina Alves, fez com o Gustavo. Um prato cheio para quem tem curiosidade de saber como a disciplina de Design de Interação é trabalhada dentro do Google. Agora é esperar pela palestra do Gustavo no IxDSA11, para saber mais. Faltam só 22 dias!
UX design do Google evolui na simplicidade
09 de novembro de 2011, 11:33
Como a empresa que também tem um buscador encara o design e as interfaces intuitivas? Conversamos com Gustavo Moura, especialista em experiência do usuário do Google.
Por Melina Alves
Falta menos de um mês para o Interaction South America 2011. Enquanto isso, vamos conhecer um pouco mais do dia a dia e dos desafios de um profissional de design e user experiences.
Com apoio da organização do IxDSA11, entrevistamos para o Webinsider o especialista em User Experiences do Google, Gustavo Moura. Vamos lá:
- Sabemos que estética – visual – nunca foi forte no Google. Atualmente, diversas plataformas estão de cara nova e com uma navegação muito mais inovadora, em sintonia com o histórico destas mudanças em outros produtos da empresa. Você pode nos contar um pouco sobre essa repercussão para os usuários e para os negócios?
Gustavo: – A preocupação central dos engenheiros do Google sempre foi fazer produtos espertos e com desempenho surpreendente. Em outras palavras, os produtos devem resolver problemas que afligem usuários e devem fazer isso de forma rápida e descomplicada.
Do ponto de vista de design, a orientação era criar interfaces simples e intuitivas, não necessariamente levando em consideração um padrão de desenho específico. Pela primeira vez, há um esforço orquestrado para que os produtos possam compartilhar uma linguagem visual entre si. O resultado desse grande esforço de re-design foi inspirado na simplicidade, que sempre foi a principal característica dos produtos da empresa.
No lado dos usuários, queremos oferecer interfaces mais refinadas esteticamente, menos densas e mais fáceis de usar. Elas também ficaram consistentes em todos os produtos, o que acelera a curva de aprendizado. No lado do Google, os produtos agora, visualmente, fazem parte da mesma família e vamos desenvolver ainda mais essa nova identidade visual.
- A migração de profissionais entre Facebook, Google e Apple é bastante comum. Quais os produtos representam o melhor o resultado desta “troca de know how”? Seriam o Google+ e o novo design do Gmail?
- Mobilidade de profissionais é comum em diversas indústrias. Apesar desse intercâmbio, cada empresa seguirá os princípios que melhor se alinham com a missão empresarial.
No caso do Google: organizar as informações do mundo e torná-las universalmente acessíveis e úteis para as pessoas. Por isso, prezamos uma interface fácil de usar e compreensível para usuários de diferentes partes do mundo.
- Assisti um workshop no UXWeek 2011 com Jon Wiley, líder do time de User Experiences do Google Search. Ele nos disse que a proximidade com a cultura da Apple, entre outras coisas, também permitiu mudanças mais arrojadas no design da nova interface do Google Search. A Apple sempre foi a favor de inovações, mesmo que pesquisas e testes com usuários dissessem o contrário. Em sua opinião, podemos esperar grandes mudanças de navegação e de padrões como os círculos de amizade do Google+ a partir de agora? Você acredita em uma mudança cultural no Google em prol da inovação do ponto de vista do design de interfaces?
– A preocupação estética que sempre orientou o desenvolvimento da Apple só se tornou compreendida nos últimos anos. No Google também acreditamos que algumas inovações introduzidas, como os círculos – só para citar um exemplo -, tornar-se-ão mais e mais familiares para os usuários de outros produtos.
- Nas agências, falar com o Google era um dos grandes desafios. Atualmente, o Google está muito mais próximo, não só em projetos de mídia, mas também incentivando projetos experimentais. Qual o envolvimento dos User Experiences Designers do Google neste tipo de projetos?
- Essa é uma percepção interessante. O Google desde o início das suas operações no Brasil tem um trabalho muito próximo às agências. Entretanto, muitos profissionais do setor ainda não tinham despertado completamente para a importância que estava ganhando a publicidade online. Recentemente esse relacionamento ganhou novo impulso e a percepção de proximidade aumentou.
- Muitas agências e até mesmo portais, estão testando modelos de integração do time de User Experiences no workflow tradicional. No Google, onde vocês se encaixam? Como é o envolvimento com as demais equipes? Existe alguma dificuldade?
- No Google, a disciplina de user experience “flutua” entre engenharia, gerência de produto e pesquisa. Pois todos os profissionais envolvidos são apaixonados pelo produto que está sendo construído e têm várias ideias a respeito dele, por isso os designers precisam ouvir todas as perspectivas do produto para garantir que todas as ideias foram ilustradas e testadas, antes de tomar a decisão sobre com qual delas vamos seguir em frente. Claro: em um processo participativo como esse, existem alguns desafios e conflitos, o que geralmente é resolvido com testes de usabilidade e experimentos com os usuários.
- Quais as surpresas para o IXDSA11 no campo de comportamento do usuário? Você pode adiantar alguns dos temas que o Google pode nos reportar?
- Durante o IXDSA11 pretendo contar um pouco sobre como é a disciplina de user experience no Google e compartilhar algumas boas práticas que observamos nesse processo.
Agora é só aguardar dia 1 de dezembro para ouvir de perto o que o Gustavo Moura e outros 15 palestrantes têm a nos dizer.
Link original da entrevista: http://webinsider.uol.com.br/2011/11/09/entrevista-novos-perfis-de-ux-design-do-google/
Tradução em libras no IxDSA11
Por geovanerodrigues em 03/11/2011
Cada vez mais o design se volta para abordagens centradas no ser humano, empresas, produtos, serviços, instituições e porque não os grandes eventos? Em meio a esta visão, nós do IxDA-BH estamos trabalhando com muito empenho para criamos uma grande experiência para que todos os participantes do IxDSA11 possam absorver conteúdo e criar novas conexões profissionais sem nenhum tipo de restrição.
É com este objetivo que anunciamos com muita satisfação que em parceria com a PUC Minas Virtual, nosso apoiador, que o Interaction South America 2011 disponibilizará tradutores de Libras – linguagem de sinais – durante toda a programação da conferência.
Pedimos a todos os participantes que necessitem deste suporte para informar a nossa equipe através do e-mail contato@ixdabh.org pois providenciaremos os lugares adequados e todo acompanhamento necessário dos profissionais que trabalharão conosco para que todos tenham uma boa experiência durante os três dias da conferência. Se você for participar de algum workshop não se preocupe pois a equipe também acompanhará você.
O que acontece depois do IxDSA11?
Por geovanerodrigues em 02/11/2011
Depois de muito trabalho (este somente nós da organização teremos), network e conversas inspiradoras com profissionais importantes é hora de comemorar o resultado de todo trabalho. Preparamos duas atividades que acontecerão após o IxDSA11.
Coquetel de Encerramento
Belo Horizonte não tem praia, mas temos a famosa Lagoa da Pampulha que além de receber muitas provas de atletismo durante o ano possui bares espetaculares ao redor de uma vista maravilhosa. Para completar o terceiro dia da conferência promoveremos um Coquetel de Encerramento em um dos bares mais atraentes da cidade o Juscelino Deck Beer. O bar está localizado em frente a lagoa e bem ao lado do Mineirão.
- Dia: 03 de Dezembro
- Horário: 21 as 00h
- Cardápio: Pizzas (á moda, calabresa, frango catupiry, frango a bolonhesa e palmito a bolonhesa), Petiscos (bolinho de bacalhau, bolinho de queijo, bolinho de mandioca, filé ao molho gorgonzola, linguiça de lombo acebolado, linguiça de vitela ao molho de mostarda, agrelete de frango ao molho chutiney de manga e peixe a dorê ao molho tártaro) Massas com 4 opções de molho, Crepes, Doces, Salgados e Bebidas (água, refrigerante, chopp e Caipirinhas de morango, uva, limão, maracujá e abacaxi).
- Valor: entre R$ 60,00 e R$ 90,00
Passeio turístico ao Instituto de Arte Contemporânea e Jardin Botânico de Inhotim
Localizado a 60KM de Belo Horizonte na cidade de Brumadinho o Instituto de Arte Contemporânea e Jardin Botânico de Inhotim um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil e que é considerado o maior centro de arte ao ar livre da América Latina.
Surgiu em 2004 o instituto expõe obras da década de 1970 até a atualidade, em 17 galerias. O acervo abriga 450 obras de artistas brasileiros e estrangeiros como: Adriana Varejão, Cildo Meireles, Tunga, Vik Muniz, Hélio Oiticica, Ernesto Neto, Matthew Barney, Doug Aitken, Chris Burden, Yayoi Kusama, Paul McCarthy, Zhang Huan, Valeska Soares, Marcellvs e Rivane Neuenschwander.
Para nós mineiros é impossível não ficar deslumbrados com Inhotim, mas este post de um dos principais blogs de turismo no Brasil resume tudo que precisa ser dito sobre ele. O passeio acontecerá no Domingo dia 04/12 e é aberto para todos. Se você está com vontade de participar conheça um pouco mais do local.
- Dia: 04 de Dezembro
- Horário: 9 as 18h
- Valor: entre R$ 65,00 a R$ 90,00
- O que está incluso: Traslado em micro ônibus com ar-condicionado, seguro ecotrip, taxa de visitação e um guia credenciado pela Embratur para acompanhar o grupo (o almoço não está incluso e existe tanto a opção de restaurantes quanto lanchonetes no local).
Participem destas duas atividades, além de ser uma oportunidade de conhecer os bons lugares que nós mineiros sempre temos a oportunidade de ir será também uma excelente oportunidade para continuar a conversa com os amigos que conheceremos durante a conferência e claro estreitar o contato com todos os palestrantes.
Você quer participar?
Para que os preços sejam menores precisamos de um número mínimo de pessoas, sendo assim, se você vem ao IxDSA11 e tem interesse em participar da programação que acontecerá após o encerramento da conferência preencha o formulário abaixo que até o dia 07/11 teremos a definição de preços e a forma de pagamento. Vale lembrar a todos quanto maior o número de participantes menor será o valor final.
Descontos e benefícios no IxDSA11
Por geovanerodrigues em 28/10/2011
Neste ano conseguimos alguns benefícios com nossos parceiros GOL Linha Aéreas e a Resenfeld Media, benefícios que podem ser aproveitados por quem virá ao IxDSA11 e para quem não poderá vir também.
Gol Linhas Aéreas
Desconto de 15% sobre as tarifas, inclusive web (com excessão das tarifas Promocionais e Viajar Junto). Trechos válidos de todo Brasil para Belo Horizonte com embarques do dia 28 de Novembro ao dia 06 de Dezembro de 2011. O único detalhe que você precisa ficar atento é que para emitir o seu bilhete você deve ligar para o número (11) 5508.4201 (a compra não pode ser feita diretamente no site) mas você pode comparar o preço do dia através do site e aplicar o desconto para saber o preço real de sua passagem aérea.
Promocode: E9411BHZ
www.voegol.com.br
Rosenfeld Media
Desconto de 20% em todas das compras no site que você poderá usufruir até o dia 31 de Dezembro em todos os livros no site da Rosenfeld Media.
Promocode: IXDASA2011
www.rosenfeldmedia.com
Morgan Kaufmann Publishers
Desconto de 20% em todas as compras no site da editora americana Morgan Kaufmann que possui livros escritos por dois dos nossos palestrantes Mike Kuniavsky e Jon Kolko além de outros grandes nomes. Você poderá usufruir do desconto até o dia 04 de Dezembro.
Promocode: ISA20
www.mkp.com
Fiquem atentos as datas de término das promoções, aproveite para conhecer Belo Horizonte e completar a sua biblioteca.
Design Challenge
Por Eduardo Loureiro em 07/10/2011
Uma das novidades do Interaction deste ano é o Design Challenge, um desafio aberto sobre um problema real para que qualquer um interessado no IxDSA11 possa enviar propostas de solução.
Inspiração direta de congressos como o TEI e plataformas como o Open IDEO, a ideia é abrir mais possibilidades de participação para a comunidade de Design de Interação e engajar as pessoas a aplicar tudo que elas estão estudando e aprendendo com o IxD, para resolver problemas reais da sociedade.
Inclusive, o tema “Design para o desenvolvimento social – Você tem uma ideia para ajudar a solucionar os problemas da sua cidade” é fruto direto de alguns de nossos encontros do Ixda – Belo Horizonte. Nesses encontros discutimos formas de propor soluções para problemas comuns de Belo Horizonte, que impactavam diretamente em nossas vidas, como o transito, sustentabilidade e transporte público. Então, vimos a oportunidade de tornar isso maior através do IxDSA11.
Veja todas as informações dos temas do Design Challege e participe.
IxDSA11 na faixa
Por Eduardo Loureiro em 03/10/2011
3 dias com workshops e palestras com vários profissionais e pesquisadores renomados.
Profissionais que atuam em grandes empresas como: IDEO, Thinktiv, Netflix, C.E.S.A.R, Google, Fiat, R/GA, Microsoft, entre outras.
Pesquisadores de instituições como: UC Berkeley’s School of Information, PUC-RJ, École Polytechnique de Montreal, USP, Austin Center for Design, CIID, Media Lab Helsinki, Umeå Institute of Design, entre outras.
Autores de livros como: Ergonomia e Usabilidade – Conhecimentos, Métodos e Aplicações, Observing the User Experience – A Practitioner’s Guide to User Research, Smart Things – Ubiquitous Computing User Experience Design, Thoughts on Interaction Design e Exposing the Magic of Design – A Practitioner’s Guide to the Methods and Theory of Synthesis.

Sem falar, que pela primeira vez o IxDSA2011 irá acontecer em Belo Horizonte, terra dos botecos e da famosa comida mineira, do Inhotim – Instituto de Arte Contemporânea e Jardim Botânico e das primeiras obras de Oscar Niemeyer.
Bom, se quiser participar disso sem pagar, eis algumas oportunidades para vir ao IxDSA2011 de graça:
- Siga o Twitter do IxDSA2011 (@ixdsa11) e de RT na frase: RT: Conheça o maior congresso sobre Design de Interação da América Latina: www.interaction-southamerica.org #ixdsa11 #ixd #ux #ai #design
- Curta a página do IxDSA2011 no Facebook e em seguida clique na opção “Compartilhar” que fica no menu de opções a sua esquerda e compartilhe a página do IxDSA2011 em seu mural do Facebook.
Veja todos os detalhes e quem já ganhou entradas até agora.
Boa sorte!
Patrocinadores
Faça parte da história do Interaction South America 2011, a terceira edição do principal evento sulamericano de Design de Interação e divulgue sua marca para mais 10 mil pessoas espalhadas pelo mundo todo.
Entre em contato: patrocinio@ixdabh.org | Baixe o Media Kit: Português, Inglês e Espanhol.



















































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